Sabendo que em situação de guerra são as mulheres e as crianças que mais sofrem, a ANIMAR subscreveu assim este apelo à paz proposta pela PdDM.
As pessoas e entidades interessadas poderão subscrever em: https://plataformamulheres.org.pt/apelo-a-paz-na-europa/
Apelo à Paz na Europa
Nós, cidadãs e cidadãos da União Europeia abaixo assinadas/os, manifestamos publicamente a nossa profunda apreensão face à situação criada no Leste da Europa, em particular na fronteira russo-ucraniana.
A PAZ é um bem inestimável e a sua sustentabilidade corresponde a um avanço civilizacional que não sacrificamos e que elege a via negocial como única via de resolução de conflitos.
Demasiadas gerações europeias foram obrigadas a viver a tragédia de guerras cujas sequelas jamais se apagarão e que constituíram monstruosos crimes contra a Humanidade. Continua a pairar sobre a Europa a dor imensa causada pelas duas grandes guerras do séc. XX.
As decisões tomadas em centros de poder que ainda permanecem esmagadoramente ocupados por homens tendem, com deplorável frequência, a enveredar pela beligerância, o que é tanto mais grave quando todos os estudos indicam que, na atualidade, as principais vítimas dos conflitos armados são civis, sobretudo mulheres e crianças que não foram ouvidas ou sequer a sua integridade e segurança tomadas em consideração. Também a biodiversidade e o ambiente ficam sujeitos a danos irreparáveis que não conhecem fronteiras e nos afetam a todas e a todos.
A guerra é uma opção anacrónica, contrária à ética, cruel e indigna de povos que afirmam querer promover a paz, a solidariedade e a democracia.
Condenamos, portanto, declarações insensatas sobre o eventual recurso a armas nucleares, o que constitui uma ameaça de crime contra a Humanidade de proporções planetárias catastróficas que consideramos verdadeiramente inconcebível no presente estádio de desenvolvimento humano, bem como condenamos a anexação da península da Crimeia e o assédio e desestabilização da província de Donbass.
Ninguém tem legitimidade ou autoridade moral para nos impor a nós, cidadãs e cidadãos, o desmesurado sofrimento de uma guerra.
Assim, declaramos o nosso apoio à resolução pacífica, por via negocial, deste conflito e advertimos os nossos Governos, e também a União Europeia e a NATO, de que não apoiaremos uma iniciativa belicista.
Finalmente apelamos às cidadãs e aos cidadãos da Rússia e da Ucrânia a se juntarem a nós na condenação e na oposição a qualquer forma de beligerância.
Recordamos as 10 Resoluções do Conselho de Segurança da ONU sobre Mulheres, Paz e Segurança que têm que ser observadas no enquadramento político internacional: 1325 (2000), 1820 (2008), 1888 (2008), 1889 (2009), 1960 (2010), 2106 (2013), 2122 (2013), 2242 (2015), 2467 (2019) e 2493 (2019).
Subscreve este Apelo? Assine aqui.
Organização promotora e primeiras subscritoras
Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres (PpDM)
Ana Coucello
Associação de Mulheres Contra a Violência (AMCV)
Eos – Associação de Estudos, Cooperação e Desenvolvimento
Mulher Século XXI
Akto, Direitos Humanos e Democracia
Associação Contra o Femicídio (ACF)
CooLabora
BaSN Business as Nature
Soroptimistas SI Clube Lisboa Fundador
Mulheres na Arquitectura (MA)
Mén Non, Associação de Mulheres de São Tomé e Príncipe em Portugal
Dignidade
Soroptimistas SI Clube Évora
REDE de Jovens para a Igualdade
ENoMW – European Network of Migrant Women
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Appeal for Peace in Europe
We, the undersigned citizens of the European Union, publicly express our deep concern at the situation created in Eastern Europe, in particular on the Russian-Ukrainian border.
PEACE is an invaluable asset, and its sustainability corresponds to a civilizational advance that we do not sacrifice and that chooses the negotiation path as the only way to resolve conflicts.
Too many European generations were forced to live the tragedy of wars whose consequences will never be erased, and which constituted atrocious crimes against humanity. The immense pain caused by the two great wars of the XX century continues to hang over Europe.
Decisions taken in centres of power that are still overwhelmingly occupied by men tend, with deplorable frequency, to turn to belligerence, which is all the more serious when all studies indicate that, at present, the main victims of armed conflicts are civilians, especially women and children who have not been heard or even their integrity and safety taken into account. Biodiversity and the environment are also subject to irreparable damage that knows no borders and affects us all.
War is an anachronistic option, contrary to ethics, cruel and unworthy of peoples who claim to want to promote peace, solidarity, and democracy.
We, therefore, condemn imprudent statements about the possible use of nuclear weapons, which constitutes a threat of a crime against humanity of catastrophic planetary proportions that we consider truly inconceivable at this stage of human development, as well as we condemn the annexation of the Crimean Peninsula and the siege and destabilization of the Donbass province.
No one has the legitimacy or moral authority to impose on us citizens, women and men, the immense suffering of a war.
Thus, we declare our support for the peaceful resolution, through negotiation, of this conflict and we warn our Governments, as well as the European Union and NATO, that we will not support a warmongering initiative.
Finally, we appeal to the citizens of Russia and Ukraine to join us in condemning and opposing any form of belligerence.
We recall the 10 UN Security Council Resolutions on Women, Peace and Security that have to be observed in the international policy framework: 1325 (2000), 1820 (2008), 1888 (2008), 1889 (2009), 1960 (2010), 2106 (2013), 2122 (2013), 2242 (2015), 2467 (2019) and 2493 (2019).
Do you agree with this Appeal? Sign here.
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Appel à la Paix en Europe
Nous, citoyennes et citoyens soussigné-e-s de l'Union européenne, exprimons publiquement notre profonde préoccupation face à la situation créée en Europe de l'Est, en particulier à la frontière russo-ukrainienne.
LA PAIX est un atout inestimable et sa pérennité correspond à une avancée civilisationnelle que nous ne sacrifions pas et qui choisit la voie de la négociation comme seule voie de résolution des conflits.
Trop de générations européennes ont été contraintes de vivre la tragédie de guerres dont les conséquences ne s'effaceront jamais et qui ont constitué des crimes monstrueux contre l'humanité. L'immense douleur causée par les deux grandes guerres du siècle XX continue de peser sur l'Europe.
Les décisions prises dans des centres de pouvoir encore majoritairement occupés par des hommes tendent, avec une fréquence déplorable, à virer à la belligérance, ce qui est d'autant plus grave que toutes les études indiquent qu'à l'heure actuelle, les principales victimes des conflits armés sont des civils, en particulier des femmes et des enfants qui n'ont pas été entendu-e-s dans ces centres de pouvoir ni même leur intégrité et leur sécurité prises en compte. La biodiversité et l'environnement subissent également des dommages irréparables qui ne connaissent pas de frontières et nous affectent toutes et tous.
La guerre est une option anachronique, contraire à l'éthique, cruelle et indigne des peuples qui prétendent vouloir promouvoir la paix, la solidarité et la démocratie.
Nous condamnons donc les déclarations insensées sur l'utilisation possible d'armes nucléaires, qui constitue une menace de crime contre l'humanité aux proportions planétaires catastrophiques et que nous considérons vraiment inconcevable à ce stade du développement humain, ainsi que nous condamnons l'annexion de la péninsule de Crimée et le siège et la déstabilisation de la province du Donbass.
Personne n'a la légitimité ou l'autorité morale pour nous imposer, citoyens et citoyennes, la souffrance incommensurable d'une guerre. Ainsi, nous déclarons notre soutien au règlement pacifique, par la négociation, de ce conflit et nous avertissons nos gouvernements, ainsi que l'Union européenne et l'OTAN, que nous ne soutiendrons pas une initiative belliciste.
Enfin, nous appelons les citoyens russes et ukrainiens-ennes à se joindre à nous pour condamner et s'opposer à toute forme de belligérance.
Nous rappelons les 10 résolutions du Conseil de sécurité des Nations Unies sur les femmes, la paix et la sécurité qui doivent être respectées dans le cadre politique international : 1325 (2000), 1820 (2008), 1888 (2008), 1889 (2009), 1960 (2010), 2106 (2013), 2122 (2013), 2242 (2015), 2467 (2019) e 2493 (2019).
Souscrivez-vous à cet appel ? Dites-nous ici.